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Dependência Química
Sabemos pela nossa experiência em
consultórios e instituições, que, embora a dependência não seja
contagiosa, ela é contagiante.
Às vezes os familiares e amigos podem se perguntar quem sofre
mais, se o próprio dependente ou quem está ao seu redor, tamanha
impotência e solidão que sentem. Há uma considerável deterioração
dos valores morais e éticos levando a comportamentos até então
jamais vistos devido ao intenso sofrimento vivido por todos os
envolvidos.
Diferentemente das doenças clínicas, a droga dá margem a inúmeras
interpretações preconceituosas e polêmicas.
Nós entendemos o uso de drogas através de uma perspectiva
Cognitivo-Comportamental, como um comportamento aprendido, ou
seja, em algum momento da vida o indivíduo aprendeu que usar a
droga facilitava resolver algum problema, amenizava um vazio ou
uma dor que ele sentia ou ainda o fazia esquecer algumas
dificuldades ou perturbações. Esta aprendizagem decorre de uma
série de fatores biopsicosociais, ou seja, vai depender de uma
herança genética, de fatores emocionais e psicológicos que
caracterizam a sua personalidade e do ambiente social e familiar
em que ele vive. Parece simples, não é?
Mas o fato é que ao experimentar a droga e obter com ela algum
tipo de prazer ou satisfação pode ser um reforço positivo para
fazer novamente o uso e em pouco tempo pode-se instalar uma
dependência. Pesquisas mais recentes e nossa prática clínica
apontam para a adolescência como a fase de maior risco quando
falamos em uso de drogas, e aqui podemos citar diversos fatores
que contribuem para tal: adolescentes são desafiadores, para
diferenciar-se buscam o risco, o perigo e o proibido, buscam
pertencer a algum grupo, diferenciar-se dos pais, entre outros.
Apesar de ser esta a fase de maior risco, não é incomum depararmos
com pessoas que iniciam um uso tardio, já na fase adulta. Mas como
um comportamento aprendido é passível de ser modificado, desde que
devidamente compreendido, assimilado e tratado.
Nossa proposta é de um tratamento dinâmico, com uma equipe
multidisciplinar, que inicia com a avaliação do indivíduo –
Psicodiagnóstico, Avaliação Neuropsicológica, Psiquiátrica e
Psicológica – e da família – Elaboração de um Genograma e
Entrevista Clínica – e a partir desta avaliação propomos um
tratamento individual e/ou familiar.
Para casos de dependentes crônicos ou de difícil tratamento em
consultório, pessoas que devido ao grau de comprometimento com a
droga perderam a capacidade de escolha e colocam-se constantemente
em risco, ou acabam por causar riscos ou danos a outros, dispomos
da internação na Comunidade Terapêutica Ipê (saiba mais acessando
www.ct-ipe.com.br ).
Conte conosco na sua luta contra as drogas.
Saiba mais sobre as substâncias que levam a dependência química
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ALCOOL |
ANTICOLIO
NERGICOS |
COCAINA |
CRACK |
ECTASY |
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ESTEROIDES |
GHB |
HEROINA |
INALANTES |
LSD |
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MACONHA |
POPPERS |
PSICO
FARMACOS |
SPECIAL K |
TABACO |
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